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sábado, 18 de março de 2017

Energia e Regilião

A As baterias de Bagdá

Origem: http://arqueologiaproibida.blogspot.com.br/2011/09/as-baterias-de-bagda.html?m=1

Em 1938, enquanto trabalhava em Khujut Rabu, perto de Bagdá, no Iraque, o arqueólogo alemão, Wilhelm Konig desenterrou uma jarra de barro medindo 13 cm, contendo um cilindro de cobre o qual envolvia uma barra de ferro. Como o vaso apresentava sinais de corrosão, testes revelaram resquícios de elementos ácidos como vinagre ou vinho. 

Após essa primeira descoberta, vários artefactos semelhantes, datados de cerca de 200 A.C. foram desenterradas no Iraque. Apesar da maioria dos arqueólogos concordarem tratar-se de baterias, há muitas controvérsias de como elas tenham sido concebidas e para quais propósitos foram construídas. Para produzir corrente eléctrica, são necessários dois metais com diferentes potenciais eléctricos, imersos em uma solução electrolítica para permitir a mobilidade de electrões entre os metais. Foram construídas réplicas usando o mesmo esquema, isto é, jarros de barro, um cilindro de cobre envolvendo uma barra de ferro, imersos em vinagre, vinho ou sumo de frutas cítricas. O resultado foi a produção de corrente eléctrica de até 2 volts. Teoricamente, ligadas em série, essas baterias poderiam gerar correntes de voltagem mais alta. Toda essa situação é bastante incómoda diante das perguntas:


Museu de Bagdá


Esquema da Bateria 

Como uma bateria pode ter sido construída, 1800 anos antes de sua invenção por Alexandre Volta, em 1779?

· Como obtiveram esse conhecimento? 

· Para que as fabricavam? 

· Teriam conhecimento teórico dos princípios da electricidade ou teriam fabricado as baterias devido a descoberta acidental, sem prévio conhecimento teórico? 

Especula-se que tenham sido utilizadas com propósitos medicinais, como anestésicos, embora dispusessem de outros meios para o alívio da dor. Outra corrente defende o uso das baterias na cobertura de peças com finíssimas camadas de metais preciosos como prata e ouro. Isso explicaria o facto, também estranho, de se ter encontrado peças antigas, revestidas de prata ou ouro com indícios da aplicação dessa técnica, chamada de electrólise. Existem até aqueles que defendem o uso de tais baterias como meio de produzir efeitos mágicos nos rituais religiosos para impressionar e mistificar os leigos, explicação essa por demais simplória. Qualquer que seja o caso, os artefactos existem e parece haver concordância entre os investigadores de que sejam realmente baterias. Assim sendo, teremos que procurar as respostas à luz dos factos, por mais estranhos e incómodos que sejam.

O Pai da Química - Geber. 
Origem: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Geber 

http://clubedaquimica.com/index.php/2016/10/28/o-pai-da-quimica/

Retrato do século XV de Geber

Abu Musa Jabir ibn Hayyan (جابر بن حیان; c.721–c.815), também conhecido pelo nome latino Geber, foi um alquimista islâmico proeminente, além de farmacêutico, filósofo, astrônomo, e físico. Ele também foi chamado de “o pai de química” pelos europeus. A origem étnica dele não é clara, embora a maioria das fontes o atribuem a origem árabe ou persa. Geber é responsável pela introdução da experimentação na alquimia, assim como a invenção de vários processos importantes usados na Químicamoderna, como as sínteses dos ácidos nítrico e clorídrico, a destilação e a cristalização.

BiografiaEditar

Geber nasceu em Tus, no Grande Coração (no Irã atual), então sob o jugo do Califado Omíada. A data do nascimento não é consenso, mas acredita-se que foi em 721 ou 722. Ele era o filho de Hayyan al-Azdi, farmacêutico árabe (ou persa) da tribo de Azd que emigrou do Iêmen para Kufa (no Iraque atual) durante o período omíada. Hayyan apoiava os abássidas, inimigos dos governantes, e foi enviado por eles à província de Coração para conseguir apoio para causa. Ele foi capturado pelos omíadas e executado. A sua família fugiu de volta para o Iêmen, onde Geber cresceu e estudou o Alcorão, matemática e outros assuntos com um mestre chamado Harbi al-Himyari. Assim que os abássidas tomaram o poder, Geber voltou para Kufa onde passou a maior parte de sua carreira.

A profissão do pai teve grande influência no interesse de Geber pela química. Em Kufa, ele se tornou um discípulo do imam Ja’far al-Sadiq, célebre professor islâmico. Acredita-se que ele também estudou com o príncipe omíada Khalid Ibn Yazid. Começou a praticar medicina com o apoio do vizir barmecida califa Harun al-Rashid. Em 776, ele passou a se dedicar à alquimia em Kufa.

Seu contato com os barmecidas antecipou a queda destes. Quando eles caíram, Geber foi posto em prisão domiciliar, onde permaneceu até a morte. Especula-se que teria morrido em 808 ou 815.

InfluênciaEditar

Geber é reconhecido por suas importantes contribuições para a química. Enfatizando a experimentação sistemática, fez muito para separar a alquimia da superstição e transformá-la numa ciência. A ele é creditada a invenção vários equipamentos tidos como básicos nos laboratórios de química modernos, assim como a descoberta e descrição de muitas substâncias químicas agora comuns. Geber abriu caminho para a maioria dos alquimistas islâmicos posteriores como Al-RaziTughrai e Al-Iraqi, que viveram nos séculos IX, XI e XIII, respectivamente. Os seus livros também influenciaram os alquimistas europeus medievais, que os usaram como base para a busca da "pedra filosofal".

Apesar de suas tendências ao misticismo – ele era sufi – e à superstição, ele reconheceu a importância da experimentação. "O Primordial na Química", declarou: "é a experimentação. Aquele que não pratica a experimentação nunca dominará a química." Entre os vários instrumentos dos laboratórios de química modernos atribuídos a Geber, podemos citar o alambique, que executa uma destilaçãofácil, segura e eficiente. Ele também descobriu o ácido clorídrico e o ácido nítrico.

Combinando estes dois ácidos Geber inventou a água régia, uma das poucas substâncias que podem dissolver os metais nobres, como o ouro. Além de sua óbvia aplicação para a extração do ouro e sua purificação, esta descoberta também abasteceria os sonhos e o desespero do alquimistas por mais de um milênio. Foi creditada a ele a descoberta do ácido cítrico (o componente ácido de limões e outras frutas cítricas), o ácido acético (do vinagre) e o ácido tartárico (das uvas e do mosto da preparação de vinhos).

Geber aplicou seu conhecimento químico à melhoria de vários processos industriais como a fundição de aço e outros metais, a prevenção da ferrugem, a gravação em ouro, o tingimento e impermeabilização de tecidos, o curtimento do couro, e a análise química de outras substâncias, como os pigmentos. Ele notou que vinho em ebulição libera um vapor inflamável e desenvolveu um método para que Al-Razi descobrisse o etanolposteriormente.

ObrasEditar

Durante a Idade Média foram traduzidos os tratados de Geber sobre química para o latim e eles se tornaram textos de referência para os alquimistas europeus. Entre as obras estão "Kitab al-Kimya" ("Livro da Composição de Alquimia" na Europa), traduzido por Robert de Chester (1144); e o "Kitab al-Sab’een" por Gerardo de Cremona(antes das 1187). Marcellin Berthelottraduziu os seguintes livros: "Livro do Reino", "Livro dos Equilíbrios" e o "Livro do Mercúrio Oriental". Vários termos técnicos introduzidos por Geber, como "alcali", foram adotados pelos idiomas europeus e se tornaram parte de vocabulário científico.

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